Mãe diz em programa de rádio que em Itanhém nunca faltou assistência para seu filho especial

 

Por ItanhemFest
 
 Mãe diz na Master FM que em Itanhém nunca faltou assistência para seu filho especial


A história que a bertopolitana Maria dos Anjos Gomes Ferraz da Silva contou no Tribuna do Povo, programa sabatino apresentado no último dia 29, pelo jornalista e radialista Edelvânio Pinheiro, na Rádio Master FM de Itanhém, é um exemplo a ser seguido por todos aqueles que sonham em adotar uma criança.

Ela já tinha filhos biológicos quando se comoveu ao saber que uma mãe, na pequena cidade mineira de Bertópolis, no Vale do Mucuri, havia abandonado um bebê de apenas três meses, depois que descobriu que ele era especial, que não andaria e que tinha muitos problemas de saúde.

Até a médica que na ocasião atendeu João David foi taxativa.

"Ela me aconselhou a não me apegar à criança porque a situação dela era muito grave, até a coluna tinha um afastamento de meio centímetro”, relatou Maria dos Anjos.

Ela contou no programa que, quando morava em Bertópolis, para conseguir o mínimo tratamento para seu filho era necessário travar uma verdadeira guerra com o prefeito Aristides Angelo Rossi Depolo, do PSD.

"O prefeito de lá não dava atenção nenhuma. Para meu filho ser levado para Águas Formosas para algum atendimento eu tinha que chamar a polícia”, disse.

Aconselhada por um amigo de igreja Maria dos Anjos e o marido decidiram trazer a família para Itanhém, onde, segundo ela, encontrou toda a assistência necessária para o filho, hoje com 13 anos, e para ela que, a essa altura, em razão do descaso da prefeitura de sua cidade natal, já apresentava quadro de depressão e ansiedade. 

"Há mais tempo eu estivesse aqui porque até hoje não faltou tratamento para meu filho e nem para mim, que tenho depressão, os remédios de controle meu e dele, médicos em Itanhém e em Teixeira [nunca faltaram]”, destacou.

Ao agradecer à prefeita Zulma Pinheiro, a mãe de João David fez questão de enfatizar que, mesmo sabendo de sua origem na cidade mineira, a prefeita nunca pediu para que seu domicílio eleitoral fosse transferido para Itanhém.

"Zulma nunca pediu para eu transferir o meu título de Bertópolis, sempre que encontrou comigo me tratou muito bem e até me serviu um cafezinho lá na secretaria de Saúde, embora, na época, eu não soubesse que aquela mulher que me serviu o café fosse a prefeita da cidade.


Notícia Postada em 02/09/2020
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