Eleição nos EUA influi na relação com o Brasil, dizem especialistas

Primárias começam nesta quinta-feira (3) em Iowa. Estado é produtor de milho e disputa mercado com o etanol brasileiro.

 

A sucessão do atual presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, começa para valer nesta quinta-feira (3) com as primárias em Iowa. Apesar de ser um estado pequeno e ter pouca relevância nacional, a busca dos pré-candidatos por votos levou à adoção de promessas protecionistas -que podem mudar os rumos da relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos pela próxima década. A fim de conquistarem apoio de um estado basicamente agrícola e produtor de etanol (com o uso de milho), os pré-candidatos à Presidência, especialmente os democratas, assumiram um discurso mais protecionista que o normal. Incluíram em seus discursos promessas de dificultar importações e subsidiar a produção agrícola local, explicou, em entrevista ao G1, Paulo Sotero, diretor do Instituto Brasil do Centro de Internacional de Acadêmicos Woodrow Wilson, em Washington. “Por ser o primeiro estado a ter uma prévia e precisar tanto de subsídios agrícolas, Iowa ilustra o problema da política protecionista norte-americana. Ele representa o maior empecilho para um aprofundamento da relação bilateral e um entendimento para um acordo de comércio global”, disse. O Brasil, que usa a cana-de-açúcar como matéria-prima (muito mais eficiente e barato que o álcool feito de milho), é um dos maiores produtores de álcool combustível do mundo. E espera entrar com mais força no mercado norte-americano. Fonte: G1

Notícia Postada em 03/01/2008
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