Governador Jaques Wagner vem a Teixeira de Freitas

Como aconteceu em Itamaraju, onde repórteres foram impedidos de trabalharem e terem acesso ao governador, professores foram agredidos e manifestantes tiveram faixas rasgadas por seus seguranças, em Teixeira de Freitas a situação ocorreu em maior proporção.

 

A vinda do governador Jaques Wagner nesta sexta-feira (19/10) ao extremo sul da Bahia era um dos momentos mais esperados pela população da região, mas se tornou uma verdadeira guerra de empurra-empurra, agressões e maus tratos por parte dos seus seguranças, maioria formados por policiais militares vestidos de ternos pretos. A grosseria foi tanta que impediu os repórteres de exercerem o trabalho de bem informar, a exemplo de perguntar ao governador sobre suas ações de hoje em diante para Teixeira e região. Como aconteceu em Itamaraju, onde repórteres foram impedidos de trabalharem e terem acesso ao governador, professores foram agredidos e manifestantes tiveram faixas rasgadas por seus seguranças, em Teixeira de Freitas a situação ocorreu em maior proporção. Tão logo a chegada do governador Jaques Wagner ocorreu no Aeroporto de Teixeira de Freitas, militares da sua comitiva procedente de Salvador e assessores do padre Aparecido Staut avisaram que os repórteres não poderiam entrevistar Jaques Wagner e nem tão pouco terem acesso ao saguão do aeroporto. No aeroporto apenas a equipe do Teixeira News conseguiu entrar no largo do campo de aviação porque um oficial da PM de Salvador nos reconheceu e nos chamou ao local, onde houve a recepção do prefeito Aparecido ao governador. No largo, o governador demonstrou muita simpatia e nos concedeu entrevista exclusiva, mas depois daí em diante só foi pancadaria. No Aeroporto, cerca de 40 repórteres que estavam em Teixeira de Freitas, maior cidade do extremo sul, cobrindo para diversos veículos de comunicação da região a chegada do chefe de estado, sofreram sérias agressões e ameaças por parte dos seguranças de Jaques Wagner. Também no aeroporto, além da falta de despreparo da equipe, foi preciso o vereador Geo Lopes, que é da base aliada ao prefeito, enfrentar os seguranças para que pudesse ter acesso ao local público com seus correligionários. Ainda no aeroporto o repórter Jota Mendes da Rede Sul Bahia de Comunicação, foi agredido com um soco por trás que lhe atingiu a nuca e caiu na sacada do aeroporto, enquanto falava ao vivo no celular para Rádio Três Corações de Itabatã, conforme Boletim de ocorrência já lavrado na Polícia Civil de Teixeira de Freitas de nº. 0932007008752, contra o agressor, segurança do padre Apparecido Staut, identificado como sendo Wagner Loureiro Lopes. O repórter disse que após a agressão ainda foi ameaçado de morte pelo segurança, caso o denunciasse na imprensa. No local o sinal de celular é ruim, e enquanto falava ao telefone, o repórter andava procurando melhor localização, e terminou invadindo sem perceber uma área demarcada pelos homens, e entendendo que o repórter teria invadido a área deles, o agrediu com um soco na nuca. No Hospital Geral do Município em Teixeira de Freitas, o governador Jaques Wagner foi inaugurar na companhia do prefeito Apparecido, 12 leitos UTIs construídos com recursos do município. No lado de fora da unidade, foi que alguns repórteres mesmo contra a vontade dos seguranças do chefe de estado, puderam entrevistar o governador, até porque tinha uma equipe da Rede Bahia presente ao local. No Hospital apenas o prefeito, o governador e o secretário de saúde do estado Jorge Solla puderam ter acesso, enquanto pelo lado de fora, ficaram prefeitos, vereadores, empresários e parceiros do projeto. No Palanque foi da mesma forma como aconteceu no Aeroporto e no HGM, os seguranças barraram e empurram vereadores, agrediram repórteres e partiram para ignorância. No discurso de palanque, onde o governador enfrentou gritos e dezenas de faixas de protestos, ele teve que encerrar o pronunciamento porque a vaia foi sonora. Num local cercado de grades atrás do palanque, onde supostamente o governador daria uma entrevista coletiva à imprensa, como se esperava depois de tantos maus tratos à população e aos profissionais da comunicação, o governador Jaques Wagner saiu sem conceder a tão esperada entrevista coletiva a imprensa da cidade onde ele teve a maior votação proporcional do estado da Bahia entre os 417 municípios existentes. Ainda entrando no carro para ir embora, a editora-chefe do Jornal Tribuna Independente, Nelza Brizola, não agüentou os abusos cometidos pelos militares que se faziam acompanhar o governador e conseguiu aproximar-se de Jaques Wagner, e ao invés de entrevista-lo, até porque seria possivelmente impedida, ela expressou em nome da categoria a sua indignação com o tratamento em que sua equipe deu ao povo, aos políticos de cargos nomeados e eletivos, além dos profissionais de imprensa. Diante do desabafo da profissional, o governador nada disse e manteve seu objetivo de sair logo da cidade de Teixeira de Freitas. A Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas que ainda não possui assessoria de imprensa devidamente constituída por um bacharel habilitado em jornalismo, publicidade ou relações públicas no quadro da pasta como exige a legislação brasileira, chegou a distribuir por meio da sua secretaria de planejamento dezenas de crachás aos repórteres e convidados, no entanto, não tiveram nenhuma validade. Nos programas jornalísticos das emissoras de rádio da região de Itamaraju foram editoriais e mais editorias de críticas sobre as pancadarias promovidas na cidade pela comitiva de Wagner. Em Teixeira de Freitas como a visita ocorreu já no período da tarde, as emissoras de rádio promoveram flashs ao vivo a todo o momento falando dos lamentáveis episódios. Em Teixeira de Freitas faixas de manifestantes foram rasgadas e professoras pisoteadas e empurradas por seguranças de ternos pretos e por guardas municipais da administração do padre. O repórter que vos escreve “Athylla Borborema” chegou a ser impedido e ameaçado por dois seguranças da guarda municipal, mas em razão do conhecimento do humilde escriba, o próprio público presente se coube de reagir em favor do nosso direito pleno de exercício profissional, exercício que nesta sexta-feira não chegou a ser desempenhado. Passado Políticos, autoridades civis, militares e principalmente profissionais de imprensa acostumados a trabalhar com os ex-governadores ficaram impressionados com o tratamento grosseiro dessa gente de Jaques Wagner. Habituados a trabalhar nos últimos 16 anos em coberturas políticas dos ex-governadores ACM, César Borges, Otto Alencar, Antônio Imbassaí e Paulo Souto por duas vezes, em que políticos e jornalistas eram tratatos com decência e respeito, se decepcionaram completamente com a primeira vinda oficial do governador Jaques Wagner no extremo sul da Bahia, nesta sexta-feira (19), em que sua tropa de elite foi quem fez o show. Fonte: TeixeiraNews

Notícia Postada em 22/10/2007
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