Fazendo as contas

 

Nos últimos anos, Itanhém cresceu vertical e horizontalmente. Fazendo as contas, 10 centímetros pros lados e 05 pra riba, como dizia seu Abilão. A Ita baianeira só não cresceu pra baixo porque não dá, né? Quem visita Itaoca é atraído pelo boom da construção civil, com prédios que se multiplicam por todos os lados. O mesmo vale para as mil e uma lojas de material de construção espalhadas pela cidade. E os estabelecimentos de móveis? E os supermercados? São tantos que, dificilmente, alguém sairia para fazer feira noutra cidade. Mesmo assim, tem gente que prefere Teixeira de Freitas. Andar pela Avenida Maria Moreira Lisboa, hoje, é uma experiência quase cosmopolita. Recentemente, passei pelo bairro novo, o Grinaldo Medeiros, e fiquei fascinado com a urbanização promovida ali. As ações de infraestrutura estão a todo vapor. As construções, todas nobres, dão gosto de se ver. Fazendo uma comparação, o Grinaldo Medeiros de hoje dá de dez no Leopoldina Botelho de ontem, quando este surgiu no segundo mandato de Gedeon Botelho. Sinal de que as coisas melhoraram. Se a cidade está bonita e as pessoas andam alegres, Bita conclui que a administração pública está cumprindo com a obrigação dela. E tem que ser assim mesmo, uai. Pois o poder público precisa ser exercido em nome do povo. A gente elege prefeito para trabalhar pra gente, como o empregado pro patrão, como o servo pro senhor... Mais: prestando contas de tudo, tintim por tintim, a nós. Outra coisa: esse relativo sucesso não pode ser creditado a este ou àquele gestor público, mas a todos. Os méritos são do pássaro, do boi, do jacaré, da traíra e, sobretudo, do povo itanheense. (Aliás, não são poucos os que deram duro lá fora para, depois, investir no desenvolvimento da cidade.) Hum... mas algo não está batendo nessa conta. Por que antes, quando a população era o dobro do que é hoje, a cidade era menorzinha? A explicação para esse fenômeno se chama êxodo rural. E dona demografia explica: por “n” razões, inclusive pela ação dos latifundiários que compraram as pequenas propriedades, as famílias tiveram que se mudar para a cidade, fazendo com que Itanhém crescesse muito, ainda que, paradoxalmente, o número de habitantes do município fosse reduzido pela metade. Enquanto vocês pensam melhor nessa questão, vou ali, volto já. Bita (bita_itanhem@yahoo.com.br) Veja outros textos

Notícia Postada em 06/07/2011 por: Bita
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