“Planejamento Estratégico de Longo Prazo” – 1ª parte

 

A necessidade de um “Planejamento Estratégico de Longo Prazo”, no desenvolvimento continuado de uma Instituição, quer seja uma Empresa Particular, uma Associação, uma Secretaria Municipal, uma Prefeitura, um Estado, um Ministério ou um País. É muito inteligente e oportuno este questionamento, principalmente no que se refere ao nosso Município, no transcurso de tantos mandatos, desde 1958 até a data atual (2011). Para ilustrar, podemos analisar, por exemplo, o desenvolvimento de Itanhém na “era Sady Teixeira”, de 1958 a 1976. Durante este período, apesar de não ter havido um planejamento estratégico efetivo e de longo prazo, houve pelo menos uma sequencia de mandatos em que os dirigentes eram da mesma facção política e tinham como objetivos trazer benefícios específicos para o Município. As principais metas eram: a organização dos serviços públicos; a interiorização e melhoria do ensino municipal; a abertura de novas estradas e melhoria daquelas já existentes; a implantação de um sistema de saúde e assistência social minimamente efetivos, etc. Itanhém cresceu e permaneceu bem mais desenvolvida e à frente de suas vizinhas Medeiros Neto, Prado, Alcobaça, Itamaraju, etc. (Lajedão, Ibirapuã, Vereda, Jucuruçu, Guaratinga, etc., ainda não eram cidades.) Nestes 18 anos, o Município conseguiu consolidar uma estrutura municipal sólida e atuante: implantação do Ginásio Municipal São Bernardo, da Escola Normal e da Escola Polivalente; agências do Banco do Estado (Baneb), Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal; criação de uma rede rural de ensino com manutenção de várias dezenas de escolas nas fazendas de maior concentração de alunos; compra de equipamentos (Tratores, Patróis, etc.) necessários à manutenção das estradas vicinais mais importantes; melhoria da infraestrutura sanitária urbana (calçamento e esgotamento sanitário urbano); abertura de novos bairros (o Bairro São João, a Praça Rodoviária, a Nova Brasília e o Monte Santo foram criados nessa época); construção do Estádio Municipal, com seus times destacando-se em toda a região; ajuda política para assinatura de convênios com o Hospital (Funrural); tornou-se um dos maiores exportadores de jacarandá e outras madeiras; houve um surto de industrialização no município com a criação de dezenas de serrarias na sede e nos distritos; os móveis artesanais criados nas marcenarias da cidade eram exportados para toda a região; até uma pequena fábrica de ladrilhos (espécie de azulejo) funcionava plenamente no município; Itanhém era um dos grandes exportadores de feijão da região, etc. Tudo isto foi criado por um esforço continuado, em que cada prefeito procurava completar aquilo que o dirigente anterior tinha iniciado. Houve uma continuidade de ações durante vários mandatos e, consequentemente, Itanhém esteve sempre à frente das cidades vizinhas. Era a “Princesa do Extremo Sul”, como se dizia na época, e conseguiu ter mais de 40.000 habitantes em todo o seu território. Pelos exemplos acima, podemos avaliar o quanto as disputas políticas inconsequentes, baseadas exclusivamente nas vaidades pessoais, sem ter como objetivo principal o desenvolvimento municipal, têm prejudicado a nossa Itanhém, nas últimas décadas. Foi por atitudes deste quilate que Medeiros Neto nos ultrapassou em infraestrutura e economia! Quanto ao Planejamento para o Desenvolvimento, não posso falar pelos mandatos de outros prefeitos. No que se refere ao meu período como dirigente municipal, nosso projeto foi, com certeza, muito mais administrativo e de desenvolvimento prolongado do que político propriamente dito. Tanto que nem planejamos nos candidatar à reeleição! Oséas Moreira (oseasmlisboa@yahoo.com.br) Veja outros textos

Notícia Postada em 12/04/2011 por: Oséas Moreira
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