Zarfeg homenageia Sady Teixeira Lisboa com livro-reportagem

 

O jornalista e poeta A. Zarfeg está finalizando as homenagens à passagem do centenário de nascimento de Sady Teixeira Lisboa (1910-2010) com a publicação do livro-reportagem “Tecelão de ditos e feitos”, que acaba de sair pelo Clube de Autores, de São Paulo. Em 2010, Zarfeg promoveu uma série de homenagens ao maior líder político de Itanhém, nascido em Almenara (MG) em 6 de abril de 1910 e falecido em Salvador (BA) em 29 de fevereiro de 1978, de insuficiência renal. Entre as homenagens, estão um concurso de redação tendo como tema o centenário de nascimento de Sady e a realização de uma sessão solene na Câmara Municipal de Itanhém. Ao longo do segundo semestre de 2010, Zarfeg dedicou também reportagens e poemas à memória do ilustre itanheense. “O grande desafio do livro foi conciliar a figura pública com a figura quase mítica de Sady. Como itanheense, eu devia esse tributo ao velho e bom voquimba”, disse Zarfeg, referindo-se ao Córrego Voquim, nas proximidades de Almenara, onde ficava a pequena propriedade rural dos pais de Sady, seu Mariano e dona Emerenciana. De Almenara no Vale do Jequitinhonha, a família partiu na década de 30 para Águas Formosas, no Vale do Mucuri, em busca de melhores condições de vida. Daí, em 33, o primogênito STL sairia para tentar a sorte no extremo sul da Bahia, mais especificamente em Água Preta (atual Itanhém), povoado então pertencente a Alcobaça. Nos anos seguintes, Sady atuaria como comerciante e como líder político. Tanto que foi eleito vereador em 1951, quando Itanhém pertencia a Alcobaça. Em seguida, ele liderou a campanha pela emancipação do distrito, o que se tornou realidade em 14 de agosto de 1958. No ano seguinte, foi escolhido primeiro prefeito do município recém-emancipado. Na eleição de 1962, STL elegeria seu sucessor Jota Farias Pires e, ainda por cima, seria eleito vereador, ao lado de nomes importantes da época como, por exemplo, José Henrique dos Reis. Em 1966, Sady retornou triunfalmente à prefeitura nos braços do povo. “A alegria tomou conta de Itanhém que, apesar dos tempos sombrios que pairavam sobre o país, tinha motivos para festejar a vitória de STL sobre Rubens David. Na Praça da Liberdade, em cima de um palanque improvisado, o novo prefeito fez um discurso de agradecimento e foi ovacionado pela população”, narrou Zarfeg na longa reportagem. O prestígio de STL continuou em alta nas eleições de 70 e 72, quando elegeu os prefeitos Edson Gomes do Nascimento e João Lopes de Ângelo, respectivamente. “Em exatos 17 anos, Água Preta deu um salto gigantesco em direção ao progresso, deixando para trás a condição de distrito de Alcobaça, abandonado no vale, para se transformar num município promissor, dono do próprio destino e, também, responsável pelo bem-estar de seus moradores”, escreveu Zarfeg. O livro narra, em detalhes, a saga política e empresarial de STL, sem abrir mão do contexto sociopolítico da época. A obra abrange desde o ano de 1910, data do nascimento de Sady, até 1978, ano da morte do líder, em Salvador. “Tecelão de ditos e feitos” passa em revista as conquistas políticas e sociais protagonizadas por STL em Itanhém. “Todos os momentos importantes de Itanhém, do início do século XX até o final da década de 70, como a formação do povoado, o boom das pedras preciosas, a campanha pró-emancipação, a emancipação em 58, a primeira eleição em 59, as eleições de 62, 70, 72 e 76 foram descritos. Além disso, tive a preocupação de acompanhar os fatos locais sem perder de vista o que estava acontecendo nacionalmente, como a ditadura militar, que tanto influenciou a política itanheense”, declarou Zarfeg. Os interessados em adquirir a obra, acessem aqui:

Notícia Postada em 30/01/2011
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